Apresento aos leitores Karin Ronchi, com uma excelente reflexão sobre o poder de entusiasmo em nossas vidas. Vale a leitura!

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As vezes você pode precisar de entusiasmo até para se levantar da cadeira e pegar um café... - Imagem por Alexis Kauffmann

As vezes você pode precisar de entusiasmo até para se levantar da cadeira e pegar um café... - Imagem por Alexis Kauffmann

Seja um Entusiasta

por Karin Ronchi

Quero falar do entusiasmo que faz a diferença, do entusiasmo que precisamos para evoluir e alcançar todos os nossos objetivos. Um entusiasmo permanente, de quem vai “devagar e sempre”!

Eu sei que depois de uma boa xícara de café consigo produzir muito mais. Como se ligasse meu interruptor para “on”. Então vou exemplificar como o entusiasmo é essencial até mesmo na simples situação de redigir um artigo para um blog.

Sem entusiasmo:

Digito duas palavras.. quebro a cabeça… e digo para mim mesma:

- É, acho que vou buscar um cafezinho…

Mas acabo ficando com preguiça de ir pegar o café. Assim, dez minutos depois, com apenas um parágrafo digitado com muito esforço, dirijo-me à minha companheira de trabalho e comento:

- Sabia que com café eu penso mais rápido? Acho vou lá buscar uma xícara!

Mas acabo não indo buscar o café. Duas horas, depois consigo terminar o artigo. Leio, releio e não gosto nada do resultado. No fim, vendo que o prazo para entrega do artigo já está se esgotando, penso:

- Eu deveria ter ido lá tomar café, porque sei que teria rendido mais.

Com entusiasmo:

Levanto logo da mesa, tomo o café e rapidamente começo a criar um artigo que sei que vai agradar aos leitores!

Notaram a diferença? Este foi um exemplo muito simples e quase figurativo, uma mera ilustração do poder do entusiasmo.

Muitas vezes repetimos frases e pensamentos, e compartilhamos com outras pessoas para que elas vejam o quanto somos “ligados” e/ou “inteligentes”. Por exemplo, todos nós sabemos o que é preciso fazer para economizar dinheiro ou adotar um estilo de vida saudável. A internet tem sobra de revistas e artigos que fornecem toda a informação necessária.

Assim, todos nós sabemos muitas coisas, somos informados diariamente de  benefícios que podemos conquistar se fizermos isso ou aquilo. Mas de que adianta o conhecimento sem a ação?

Dando um exemplo pessoal, posso contar que, há apenas alguns meses, eu  tinha um enorme vontade de fortalecer minhas amizades e conquistar autoconfiança. Eu sabia e sempre comentava com os amigos que seria bom  participar de palestras e cursos para melhorar esses aspectos de minha vida.

Eu sabia que deveria fazer essas coisas, mas não entrava em ação!

Até que, finalmente, recebi um convite para participar de um treinamento voltado para as Relações Humanas!

E agora? Pensei. Terei que realmente ir! Resisti por alguns instantes, me sentindo sozinha temerosa… Mas logo me dei conta de que eu estava diante do “agora ou nunca”. Então, enchi-me de entusiasmo e “agi”.

Durante 12 semana, participei do “Dale Carnegie Training”. Essas semanas foram um marco em minha vida! O maior benefício que senti foi o desenvolvimento de minha auto confiança. Hoje, sinto-me muito à vontade em expor minhas ideias perante um grupo e consigo ficar calma até mesmo falando em público.

Por isso, digo com convicção que devemos transformar a nossa vida numa Vida Entusiástica, pois só desta forma poderemos transformar nossos sonhos em realidade!

Só para lembrar, a palavra entusiasmo vem do grego e significa ter Deus dentro de si. Eu tenho Deus dentro de mim e pretendo continuar agarrando as oportunidades da vida, colocando entusiasmo em cada pequeno detalhe do meu cotidiano, desde o meu “cafezinho” até os mais ardentes desejos de sucesso e felicidade!

Descubra o entusiasmo na vida! Seja capaz de transformar as coisas e fazê-las acontecer. Não espere as condições ideais, faça o entusiasmo ocorrer pela crença de que você é capaz de realizações eficazes e de vencer obstáculos!

Lembrem-se sempre de que não é o sucesso que faz o entusiasmo: é o entusiasmo que traz o sucesso. Seja um entusiasta! Seja Feliz!

Karin Ronchi
Consultora de Comunicação na Internet
Sócia da Géssica Hellmann & Cia. Ltda – Consultoria de Comunicação Empresarial



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A leitora Edna me enviou um email perguntando “afinal, como vencer a timidez”? Minha primeira reação foi dar-lhe os parabéns por ter vencido a timidez e entrado em contato! Só quem é ou já foi muito tímido sabe como é difícil tomar a iniciativa de se aproximar das pessoas e dizer o que quer.

Tendo trabalhado incessantemente nos últimos 27 anos para vencer minha própria timidez, posso atestar que esse é o caminho certo. Quanto mais você se esforçar para se expor, mais autoconfiante você se sentirá.

Até mesmo um personagem expansivo como o Pernalonga pode ter seus momentos de timidez!

Até mesmo um personagem expansivo como o Pernalonga pode ter seus momentos de timidez!

O que é a timidez? Numa definição sem pretensões acadêmicas, é um sentimento de medo, que às vezes resvala para o terror e pânico, quando nos sentimos expostos ao contato com outras pessoas.

Cada pessoa se sente tímida de formas diferentes. Normalmente, o tímido sente mais medo em algumas situações do que em outras. Se pegarmos duas pessoas fortemente tímidas, veremos que uma é mais corajosa do que outra em certas situações e, em outras situações, os papeis se invertem.

Assim, é difícil dizer a você como curar a “sua” timidez. O melhor que posso fazer neste caso é esboçar as linhas gerais de ação que você deve perseguir para ir melhorando ao longo do tempo. A boa notícia é que, se voc? começar agora, já no Natal terá sentido uma grande diferença!

Por isso comece a entrar em ação agora, no próprio momento em que terminar de ler este artigo. Vamos por passos:

1 – Conheça sua timidez. É uma péssima ideia lutar contra um inimigo sem conhecê-lo. Medite um pouco sobre essas palavras de Sun Tzu, general chinês que escreveu o livro “Arte da Guerra”, até hoje uma importante referência para os estudiosos de estratégia:

Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.”

A boa notícia é que, no caso da timidez, o “inimigo” está dentro de você! Por isso, esteja certo de que o seu trabalho será bem mais fácil do que o de um general no campo de batalha da vida real.

Comece escrevendo numa folha de papel ou num documento de texto no seu computador as situações em que você se sente tímida. Esse trabalho deve consumir algumas horas do seu tempo. Não tenha pressa e puxe bem pela memória. Se necessário, faça o registro ao longo dos próximos 7 dias. Uma sugestão para começar a montar seu banco de dados é organizar as informações nas colunas a seguir:

Situação: Breve descrição
Causa: O “gatilho” da sensação de timidez
Solução: O que você pode fazer para se sentir menos ansiosa nesse tipo de situação
Grau: uma nota de 0 a 10, em que a nota zero quer dizer “sem timidez” e, a nota 10, “máxima timidez”.

Vou dar um exemplo pessoal. Na última semana, fiz uma ligação para um cliente e ele estava de mau humor. Procurei abordar o assunto de uma forma objetiva, apresentando somente fatos e ouvindo atentamente o que ele tinha a dizer, mas posso dizer que senti um grande alívio quando desliguei o telefone.

Eu poderia escrever essa situação assim:

Situação: Pessoa com mau humor
Causa: Uma frase grosseira
Solução: focalizar os fatos e ouvir atentamente
Grau: 7

Quando você tiver montado o fichário de sua timidez, você terá o “mapa do terreno” onde vai travar o combate. Terá também uma estratégia para cada situação.

2 – Entre em ação. Planeje sua exposição às situações em que a timidez se manifesta em grau menor e aplique as soluções planejadas. Deu certo? Deu errado? Funcionou em parte? Anote no seu diário de vitórias! O fato é que, quanto mais você se expuser, mais você vai se sentir confiante. Após alguns sucessos nas situações menos temidas, você se sentirá mais seguro para enfrentar as situações que teme mais.

3 – Registre seus progressos. Ao final de cada semana, volte ao seu “mapa da timidez” e reavalie o seu grau de timidez nas diversas situações. Registre as novas notas sem apagar as antigas. Você vai se sentir muito feliz em ver que uma situação que causava uma timidez de “grau 8″, depois de apenas algumas semanas provoca uma simples ansiedade de “grau 4″!

4 – Se a ansiedade for muito grave, procure ajuda de um médico psiquiatra. Se o medo que você costuma sentir em certas situações for tão intenso que você não consiga colocar em prática as suas soluções, pode ser uma boa ideia procurar auxílio de um médico psiquiatra profissional para ajudá-lo a controlar com medicamentos o excesso de ansiedade.

UM ALERTA: Não tenha preconceitos contra médicos psiquiatras nem contra medicamentos e não se deixe influenciar por quem os tem!

O fato é que só você sabe o quanto você sofre e ninguém tem o direito de obrigá-lo a sofrer desnecessariamente por causa de um preconceito bobo. A ciência psiquiátrica está muito evoluída e os medicamentos são realmente eficazes e seguros. Além disso, os psiquiatras são, antes de mais nada, médicos, isto é, são profissionais interessados primordialmente na sua saúde. O que você deve evitar a todo custo é a automedicação: remédio, só com receita médica!

5 – Faça terapia com um psicólogo comportamental. Esta dica pode aumentar muito a eficácia do tratamento com o psiquiatra. Se o seu psiquiatra for habilitado a prover o tratamento comportamental, melhor ainda. Senão, você pode gastar o tempo todo da consulta com blablabla só para pegar a receita do remédio.

Lembre-se: o remédio não é a solução, é apenas uma ajuda para ajudá-lo a colocar em prática a solução!

Na terapia comportamental, você vai trabalhar de forma muito parecida com a que venho preconizando: isolando problemas, formulando objetivos claros e estratégias exequìveis, entrando em ação e avaliando resultados junto com um profissional habilitado.

6 – Leia o livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas” de Dale Carnegie. Você não deve apenas ler, mas colocar em prática, um capítulo de cada vez. Comece pela segunda parte, intitulada “Seis maneiras de fazer as pessoas gostarem de você”. Medite sobre o capítulo que leu, pense em como você pode aplicar o que leu à sua vida e esforce-se para que todos os dias você coloque em prática pelo menos um dos princípios apresentados no livro.

7 – Faça um treinamento em relações humanas Dale Carnegie. Esse é para matar de vez a timidez, uma vez que você já tenha começado a enfrentá-la e vencê-la com as técnicas anteriores. No treinamento Dale Carnegie, você vai trabalhar exatamente da maneira como descrevi anteriormente: expondo-se devagar e progressivamente às situações que causam medo, aplicando técnicas testadas e comprovadas para fazê-lo “sair da casca” sem sentir. De fato, em 27 anos de luta contra a timidez, ter feito essas 12 semanas de treinamento agora em 2010 foi a solução mais eficaz de todas. Só me arrependo mesmo de não tê-lo feito antes!

Em resumo, a resposta à pergunta sobre “Como vencer a timidez” tem apenas uma palavra: TRABALHO. Um trabalho que pagará dividendos sob a forma de uma vida mais plena e feliz.

Grande abraço,

Alexis Kauffmann

Fonte da imagem: http://www.eyefetch.com/image.aspx?ID=655307



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É comum que as pessoas misturem os sentidos das palavras “desejo” e “vontade”. Por exemplo, você pode dizer que “está com vontade de tomar um sorvete” e todo mundo vai entender que, na verdade, você “deseja” tomar um sorvete.

Você está disposto a escalar montanhas pelos seus desejos?

Você está disposto a escalar montanhas pelos seus desejos?

Qual é a diferença?

Vale explicar contando um caso. Em uma ocasião, há muitos anos, recebemos uma visita em casa. Minha mãe conversava com o visitante, minha irmã com doze anos e eu, com dez, ouvíamos a conversa, procurando uma oportunidade de participar. Em determinado momento, o visitante comentou que era necessária “força de vontade” para parar de fumar. Foi nesse momento que minha irmã viu a deixa para dar o seu palpite na conversa:

- Eu sei o que é força de vontade! É a força que você tem que fazer para fazer uma coisa que você não quer!

É claro que todos riram da “definição acadêmica” de minha irmã. Mas, apesar da formulação infantil, o fato é que ela não poderia ter sido mais precisa se tivesse usado termos acadêmicos para se expressar!

Observe: o que todos nós desejamos é um resultado, não o esforço necessário para realizá-lo!

Quando desejamos uma coisa, imaginamos que “já chegamos lá”, que já conseguimos o resultado que queríamos. Nesse sentido, o desejo é pouco mais do que um sonho, já que ainda não fizemos nada de concreto para transformá-lo em realidade.

Quando arregaçamos as mangas e começamos a tomar providências concretas para realizar o desejo, estamos sendo movidos pela extraordinária força da vontade.

A vontade é essa concentração de energia em ações, em medidas práticas para realizar um desejo.

Em resumo, o grande segredo do sucesso e da autoconfiança, um segredo que escapa à compreensão da maioria das pessoas, é o reconhecimento de que existe uma grande contradição entre o desejo e a vontade:

Sim, nós desejamos sim o resultado! Mas não, definitivamente, não desejamos fazer as coisas necessárias para realizá-lo!

Vejamos uma situação típica. Imagine um rapaz franzino que deseja ficar forte e musculoso. Imagina a si mesmo exibindo seu corpo na praia, atraindo olhares de admiração por onde passa. Acalenta essa ideia secretamente durante o dia inteiro e sonha com esse resultado à noite. Mas as semanas passam e ele não toma a iniciativa de ir até a academia mais próxima informar-se sobre os programas de treinamento, horários, preços… E o seu desejo continua sem realizar-se.

Agora imagine outro rapaz em situação parecida, mas que dá o primeiro passo, iniciando o programa de exercícios. Ele vai muito bem na primeira semana, com muito entusiasmo e parece que desta vez vai conseguir. Na segunda semana, ele tem um compromisso urgente e imprevisto e falta a uma sessão. Na terceira semana, falta metade das sessões, sempre devido a compromissos e problemas imprevistos, urgentes, inadiáveis. Na quarta semana, ele acaba desistindo de seguir o programa de exercícios.

Será que você conhece alguém que tem uma história parecida com a desses dois rapazes para contar?

O desejo, simplesmente, não basta. É preciso concentrar energias para fazer tudo o que é necessário para realizá-lo. A vantagem é que quem usa o poder da vontade vê a maioria de seus desejos sendo realizados, um após o outro, semana após semana.

A vontade é a força que nos faz acordar cedo, levantando-se da cama quentinha para encarar uma manhã fria. A vontade nos faz enfrentar congestionamentos, sol escaldante, chuva torrencial. A vontade nos faz engolir o medo, a vergonha, a dúvida, todos os sentimentos que nos impedem de entrar em ação.

A vontade nos faz achar que todo esforço vale a pena desde que nos leve um pouco mais perto daquilo que desejamos.

Está claro que a vontade precisa de um desejo para funcionar. Mas um desejo sem aplicação de vontade está destinado a nunca sair do reino dos sonhos.

Portanto, se você deseja obter mais autoconfiança, você precisa fortalecer sua vontade.

Como? Simples:

1 – Escolha um de seus desejos e assuma o compromisso de realizá-lo. Comece com algo simples, mas não fácil demais: pense em algo que demande algum esforço. Por exemplo, você pode decidir arrumar seu quarto ou organizar sua mesa de trabalho, com o compromisso de manter a arrumação durante algumas semanas.

2 – Faça um plano de ação para realizar esse desejo. Divida o problema em tarefas com prazos específicos e coloque tudo no papel.

3 – Obrigue-se a seguir o plano à risca. A palavra-chave é obrigue-se. Seja rigoroso como um sargento ou professor de matemática. Não aceite desculpas, não se permita fugir ao seu plano sob nenhum pretexto. Quando perceber que está perdendo tempo, se distraindo, corrija imediatamente sua atitude e volte a seguir o plano.

Obrigando-se a seguir planos e verificando sua recompensa ao final do esforço planejado, você aumenta sua confiança na própria capacidade de conseguir o que quer, e vai se habituando a fazer o que é necessário para progredir.

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(Fonte da foto: http://www.imotion.com.br/imagens/details.php?image_id=1230)



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