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Tem um problema? Entre em Ação!

Posted by Alexis Kauffmann on Jan 4, 2010 in Ação

Você já deve ter ouvido falar que o enunciado de um problema é meio caminho para sua solução.

Mas o que é exatamente um “problema”?

Um problema é (1) uma situação indesejável (2) que você pode mudar para melhor fazendo “alguma coisa”.

Sol no Rio de Janeiro, em frente ao Museu de Arte Moderna - foto por Alexis Kauffmann

Num dia quente como esse, o problema é descobrir como se refrescar! -
Foto por Alexis Kauffmann - Todos os direitos reservados

A solução do “problema” está justamente em descobrir o que é essa “alguma coisa”.

Repare que a definição tem duas partes. A primeira parte diz que a situação deve ser indesejável: situações agradáveis e felizes dificilmente são chamadas de “problemáticas”.

A segunda parte é a mais importante. É a segunda parte que contém o “truque” para você enfrentar todos os seus problemas e vencê-los, um por um. Por isso, é bom repetir e deixar em destaque para você se lembrar:

Um problema só existe se você pode
FAZER alguma coisa para resolvê-lo

Se você não pode FAZER nada no momento, então você não tem um problema.

Ou melhor: nesse caso, o seu problema passa a ser outro. Quando você está numa situação indesejável mas não pode FAZER nada para mudá-la, seu problema passa a ser o que fazer para conviver da melhor forma possível com a situação indesejável.

Por exemplo, se o dia está quente, você não pode esfriar a atmosfera, mas pode se abanar, tomar vários banhos, ligar o ventilador, o ar condicionado, beber muita água…

Há muitas coisas agradáveis que se pode FAZER em um dia quente para reduzir o excesso de calor.

O mesmo vale para os dias frios, sempre bons pretextos para um delicioso chocolate quente.

Repare na mudança no foco mental. Em vez de ficar se queixando de que o dia está quente ou frio, você encarrega sua mente de procurar coisas agradáveis para FAZER aproveitando-se da temperatura do dia.

Em vez de queixar-se, procure algo agradável para FAZER.

Não é isso o que a faz a maioria das pessoas! Se você procurar no Twitter, por exemplo, você sempre vai encontrar alguém se queixando da temperatura do dia, esteja frio ou calor, na estação de chuvas ou em época de seca.

Isso é triste. Porque a queixa não é capaz de resolver o mal estar pelo excesso de calor ou excesso de frio. Aliás uma queixa, por si só, normalmente é incapaz de resolver coisa alguma.

Só a AÇÃO é capaz de solucionar um problema.

Por isso, em sua jornada rumo à autoconfiança, você deve começar a treinar-se para jamais perder tempo e energia queixando-se. Todas as forças que você tiver devem se voltar exclusivamente para a solução da situação indesejável. Em outras palavras, pergunta cuja resposta você deve perseguir incessantemente é “o que eu posso FAZER para melhorar esta situação”?

Se você não conseguir encontrar uma resposta após um prazo razoável, você provavelmente está focalizando o problema errado. Voltando ao exemplo anterior, se o dia está quente, seu problema não é “como esfriar o dia” mas “como se refrescar” ou “quais são as coisas agradáveis que posso FAZER neste dia quente”.

Se você não estiver conseguindo resolver um problema, experimente mudar o enunciado

Repare que chegamos a um processo – um método! – para resolver problemas muito mais eficiente do que encher os ouvidos dos seus amigos e parentes com queixas e lamentações.

O primeiro passo é perguntar-se se você pode FAZER alguma coisa para mudar a situação indesejável. Em caso positivo, o segundo passo é entrar em ação. Em caso negativo, você deve perguntar-se o que pode fazer para tornar mais fácil a convivência com a situação indesejável até que seja possível resolvê-la definitivamente.

O que você precisa fixar em sua mente é a idéia de que apenas ações podem resolver situações indesejáveis. O pensamento pode apenas formular uma solução, pode ser usado para imaginar uma ação, mas não resolve nada sozinho. O sentimento pode dotar suas ações do entusiasmo e da paixão necessárias para obter sucesso mas, sozinho, também não é capaz de resolver problema algum.

Há um momento em que você precisa deixar de lado as maquinações e as ruminações para começar a agir, para começar a efetivamente FAZER coisas capazes de produzir situações agradáveis em sua vida.

Uma coisa bem simples que você pode FAZER agora mesmo como sinal de seu compromisso de melhorar sua autoconfiança e sua vida em geral é assinar as atualizações deste blog. Basta preencher o formulário abaixo com seu email e você será notificado de todas as vezes que este blog for atualizado.

E que 2010 seja um ano com muitas AÇÕES positivas em sua vida!

Abraços confiantes,

Alexis Kauffmann

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O segundo tripé: Ação, Pensamento, Sentimento

Posted by Alexis Kauffmann on Apr 13, 2008 in Ação, Pensamento, Sentimento

Se você observar detidamente as correntes téoricas e terapêuticas em Psicologia, chegará à conclusão de que a diferença fundamental entre todas elas está na ênfase em que cada uma confere a um dos elementos deste segundo tripé.

A psicanálise dirige sua intervenção ao pensamento. A corrente comportamental, à ação. As terapias alternativas e introspectivas, ao sentimento.

Em última análise, o objetivo de todas elas é agir sobre o terceiro pé: o sentimento. As pessoas chegam aos consultórios de terapias sentindo-se mal, movidas pelo desejo de sentir-se bem.

O método para intervir sobre os sentimentos varia. Há muita discussão sobre qual é o “melhor” método, o mais eficaz, mas nem sempre essa discussão é coloca em primeiro plano o bem-estar do paciente. Há muita rivalidade teórica que é mais facilmente explicada e entendida no contexto da competição econômica – cada paciente de psicanálise a mais é um paciente de terapia comportamental a menos, e vice-versa – do que da discussão séria do fato científico.

Não ganho nada de ninguém com este blog. Sequer adicionei aqueles anúncios, tão freqüentes na blogosfera. Portanto, não posso ser acusado de privilegiar isso ou aquilo em detrimento de seus interesses… Porque não o farei!

O meu ponto-de-vista é o de que cada corrente teórica em psicologia, incluindo as rivalidades internas a cada corrente (psicanalistas freudianos não suportam os junguianos), enxergou um pedaço da realidade. Como naquela célebre história dos filósofos cegos que apalparam partes diferentes de um elefante e discutiam se o objeto apalpado era uma cobra, um tronco ou uma pedra, assim fizeram, e ainda fazem, os psicólogos em sua busca pelo entendimento da psique humana.

De fato, não se pode separar os seus sentimentos de seus pensamentos e ações. Se você quer mudar um deles, precisa intervir sobre os três.

Veja o caso do paciente depressivo. Ele se sente triste, portanto, seus pensamentos são tristes, portanto, seu comportamento é triste, portanto, ele se sente mais triste ainda, num ciclo vicioso que precisa ser detido para não piorar indefinidamente.

Tanto faz, no caso, o que veio primeiro: se foi a ação, o pensamento ou sentimento. O resultado final, independentemente da seqüência, é um bloco psíquico de ação-sentimento-pensamento.

Isso a que chamamos “bloco psíquico” explica a dificuldade das terapias para lidar com todos os perfis de pacientes. Algumas pessoas, respondem melhor a um tipo de intervenção do que outras e é nesse momento que todo chauvinismo teórico se torna nocivo ao paciente.

Portanto, você precisa se perguntar, em sua busca pela auto-confiança, o que precisa fazer em cada uma dessas esferas do segundo tripé. Mudar os pensamentos é essencial, mas não o suficiente. Você precisa agir em coerência com eses novos pensamentos. Ao fazê-lo, você desafiará sentimentos ancestrais, que emergirão sob a forma de angústia, ansiedade, medo, tentando evitar a mudança de hábitos, a mudança na rotina de seu segundo tripé.

Assim, permito-me recomendar uma abordagem gradativa. Tente modificar apenas uma coisa de cada vez. Talvez você precise se obrigar a sorrir e a olhar nos rostos das pessoas quando conversar com elas. Na primeira etapa, experimente apenas a olhar para os rostos, por exemplo. Repare nos sentimentos emergentes e não os ignore. Deixe que eles fluam livremente. Caso a ansiedade fique muito forte, descanse – digamos, abaixe os olhos, caso seu objetivo seja educar seu olhar. Em vez de condenar-se pelo seu “fracasso”, pense que você conseguiu hoje por 5 segundos o que ontem achava tão difícil. Amanhã conseguirá olhar para o rosto do seu interlocutor por 10 segundos em vez de apenas 5. Em três semanas, já terá adquirido um novo hábito e você terá mudado o bloco por inteiro. Passe então ao segundo objetivo: sorrir.

De meta em meta, usando o método gradativo você progredirá mais em seis meses do que nos seis anos anteriores. Se tiver ajuda profissional para determinar as metas a perseguir e avaliar seus progressos, tanto melhor. Se não, poderá ajudar-se muito e conquistará o primeiro grau na escada da autoconfiança: você vai começar a acreditar – porque terá visto o resultado prático – na própria capacidade de mudar para melhor e sentir-se realmente autoconfiante.

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