Posted by Alexis Kauffmann on Aug 11, 2009 in
Autoconfiança
Um ingrediente fundamental da autoconfiança é a persistência. Quando você tem um objetivo claro à sua frente e um método para realizá-lo, você precisa persistir na aplicação desse método até obter os resultados desejados.

O objetivo desta menina é ser bailarina, uma carreira que requer muita autoconfiança e muita persistência.
Mas o que significa ser persistente? Persistência é sinônimo de “teimosia”?
Antes de responder a essa pergunta, preciso esclarecer que nós adotamos uma abordagem racional do fenômeno da autoconfiança. Essa abordagem inclui ter a mente aberta para todas as possibilidades, inclusive a possibilidade de desistir de um objetivo… Mas apenas se for possível substituí-lo por outro ainda mais vantajoso!
É preciso entender que você não é uma ilha. Tudo o que acontece com você é resultado de duas grandes forças. Uma, é a sua força interior, a força de suas ações. Tudo o que você faz ou deixa de fazer acaba produzindo conseqüências tanto no mundo exterior como na sua vida interior.
Mas nem todos os resultados que você busca dependem apenas de você. Você vive em um mundo com bilhões de pessoas fazendo coisas, pensando coisas, desejando coisas. Pessoas que, como você, estão agindo em busca da realização dos próprios desejos. Todas essas ações produzem efeitos em sua vida. Você pode sair à rua e encontrar por acaso um velho amigo e esse encontro pode mudar toda a sua vida daquele ponto em diante.
Inclusive, pode mudar seus objetivos.
| É preciso manter a mente aberta para as oportunidades que surgem quando entramos em movimento |
Posso ilustrar melhor esse ponto com um exemplo pessoal. Em 1991, eu estava formado há cerca de um ano, procurando emprego em agências de publicidade. Certo dia, já cansado de enviar currículos sem obter resposta, resolvi ir à minha faculdade dar andamento ao processo de emissão do meu diploma.
Eu acabava de sair da secretaria onde preenchera os documentos para a emissão do diploma quando encontrei uma ex-colega de turma, também já formada. Trocamos alguns cumprimentos e, antes que eu pudesse prosseguir perguntando amenidades, ela, que parecia tensa, perguntou-me se eu conhecia algum dos alunos veteranos, formandos em Comunicação Social. “Não”, respondi, “acho que não venho aqui há tanto tempo quanto você. Qual o motivo do interesse”?
Minha amiga esclareceu que havia sido promovida a coordenadora do curso técnico de publicidade de uma escola. A professora de duas turmas havia pedido demissão poucos dias antes e os alunos estavam sem receber aulas. Ela fora à faculdade verificar se algum aluno veterano poderia se interessar em preencher a vaga até que encontrassem alguém formado para ocupar a posição. Será que eu poderia indicar alguém?
“Eu”, respondi sem pestanejar.
Naquele momento, estava definida minha vida futura pelos 16 anos seguintes, em que exerci com gosto a profissão de professor.
O que podemos concluir desse fato? Que o sucesso e as coisas boas da vida são resultado apenas das oscilações da “sorte”?
Nada mais longe da verdade. De verdade, eu só pude ter a “sorte” de encontrar esse novo objetivo – seguir a carreira de professor – porque estava em movimento, procurando ativamente um emprego em uma agência de publicidade. Esse objetivo me manteve estudando, tanto a teoria como a evolução do mercado. Naquele momento, eu literalmente sabia tudo o que acontecia no mercado de publicidade brasileiro, pois é isso o que devem fazer todas as pessoas jovens que pretendem ocupar um lugar em qualquer mercado: informar-se.
Portanto, no momento em que minha amiga perguntou se eu conhecia alguém capaz de ocupar uma posição como professor em um curso de publicidade, eu estava realmente pronto para assumir o cargo!
Quando você persegue um objetivo, muitas vezes está se preparando para aproveitar uma oportunidade não havia cogitado anteriormente
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Essa é persistência com fundamento racional, que é bem diferente da “teimosia”. Se eu fosse teimoso, poderia ter pensado “meu objetivo é um emprego em agência de publicidade, não um cargo de professor”. Se eu tivesse pensado assim, teria mantido a mente fechada e não teria aproveitado a oportunidade de conhecer uma carreira nova para mim.
Os objetivos têm o efeito mágico de motivar uma pessoa a entrar em movimento. E todo movimento que você faz o expõe a novas situações, a novas oportunidades que você jamais poderia imaginar por conta própria. São essas oportunidades que, no fim, podem exercer o maravilhoso efeito de levá-lo a redefinir seus objetivos, trocando um lindo objetivo antigo por outro ainda melhor.
Mas será que o certo, então, é ficar sempre mudando de objetivo ao sabor de cada mudança de tempo?
De jeito nenhum. O fato de que você tem sua mente aberta para dar um passo ao lado quando necessário não significa que você tenha que viver andando em ziguezague.
A verdade é que os desvios e passos ao lado são movimentos que surgem naturalmente do próprio ato de perseguir persistentemente um objetivo ao longo de muito tempo.
Persistir é ter uma clara visão de futuro, das coisas que você quer realizar, e manter-se em ação, dia após dia, perseguindo essa visão, até que ela se realize na sua vida. É dessa visão que você jamais pode abrir mão.
| Quem tem uma visão, não vive em ziguezague, mas está pronto para aproveitar as oportunidades de realizar mais rápido seus objetivos maiores |
Da sua visão, é sempre cedo demais para desistir. Insista mais tempo, tente uma nova maneira, pense, informe-se, planeje, mude de rumo, aja criativamente, peça conselhos, experimente outra solução…
Mas nunca, nunca desista de sua visão de futuro. Ela é o seu norte, que vai orientar todos os seus objetivos. É sua visão que vai determinar se você dará um passo ao lado, ou se vai seguir em frente, se vai abrir mão de um objetivo em prol de outro, capaz de levá-lo mais rapidamente ao que você deseja para si mesmo.
Por isso, se sua visão de futuro inclui sentir-se realizado, feliz e autoconfiante, persista. Lembre-se: difícil mesmo foi aprender a andar e, alguns anos mais tarde, aprender a ler e fazer contas. Se você conseguiu aprender essas coisas dificílimas, certamente é capaz de realizar sua visão de autoconfiança.
Nossa missão aqui é ajudá-lo a realizar essa visão, desenvolvendo métodos, publicando artigos, aconselhando, orientando e dialogando. Persista, portanto, acredite que estamos do seu lado: comente, escreva, participe. Cadastre-se para receber as atualizações deste site – basta preencher o formulário a seguir – e dê esse grande passo à frente, rumo a uma vida mais plena e feliz.
Um grande e confiante abraço,
Alexis Kauffmann
Tags: persistencia
Posted by Alexis Kauffmann on Aug 11, 2009 in
Autoconfiança
O lado bom de buscar a autoconfiança e o auto-aperfeiçoamento em geral é que você não será o único beneficiário de seus esforços. As pessoas que realmente amam você ficarão felizes em testemunhar os seus progressos e você também poderá ajudá-las a progredir junto com você.
Tendo conhecido minha esposa, Géssica, em 2005, ao longo dos últimos quatro anos testemunhei e participei ativamente de sua evolução, buscando incentivá-la a superar suas limitações aparentes e a desenvolver o seu potencial.

Géssica grávida do Michael, Alexis e Martin - As pessoas que você ama são as primeiras beneficiárias do seu autodesenvolvimento
Não basta ser feliz: é preciso ver a felicidade das pessoas que você ama.
Mas deixemos que ela diga com as próprias palavras como foi o seu caminho até aqui.
“Na infância fui uma menina tímida, que sempre teve dificuldades em fazer amigos. Na adolescência, evitava ser o centro das atenções. Acredito que se tivesse aprendido a ter autoconfiança nos primeiros anos da faculdade teria aproveitado as oportunidades que surgiram, mas por medo de seguir em frente, deixei passar.
Após o término da faculdade, ainda me sentia frustrada, estava no mesmo emprego a mais de dez anos, “seguro”, estável , mas que não me fazia feliz. Eu queria mais, mas por não ter desenvolvido ainda a autoconfiança, me faltava coragem. O medo é paralisante.
O primeiro contato com Alexis Kauffmann e suas palavras sábias mudaram a minha vida. Ele visualizou em mim um potencial que eu desconhecia. Todos temos talentos, só precisamos aprender a lapidá-los. Com ele aprendi a reconhecer meus talentos e projetá-los.
Quando em uma dificuldade, ou em uma decisão difícil, Alexis kauffmann ensinou-me a entregar tudo na mão de Deus e ter fé. Aprendi a trabalhar meus sentimentos, pensamentos e vencer uma etapa de cada vez. Assim parei de estrangular meus sentimentos, re-aprendi a respirar, deixando que a energia positiva inundasse o meu ser.
Alexis Kauffmann me ensinou a visualizar uma mulher bem sucedida, talentosa e capaz de enfrentar qualquer dificuldade, ou seja, a ter autoconfiança. Esse aprendizado mudou minha vida: Nos últimos quatro anos, desde que o conheci, realizei mais coisas importantes do que em toda a minha vida. Amo e me sinto amada. Hoje sou uma mulher feliz que aprende a cada dia a superar um novo desafio“.
Géssica Hellmann – Mulher, mãe e esposa.
Designer, artista plástica, editora e profissional de mídias sociais.
Posted by Alexis Kauffmann on Aug 10, 2009 in
Autoconfiança
Afinal, o que é autoconfiança? Se você conquistar a autoconfiança será que você se tornará arrogante?

Ele acha que sabe mexer no computador... Será que isso é autconfiança de verdade? - Nesta foto: Michael Hellmann por Alexis Kauffmann - Todos os direitos reservados
Essa é uma confusão muito comum. Publiquei ontem em meu perfil no Facebook, uma pergunta muito simples: “É possível aprender a ser mais autoconfiante? É possível falar em um método para conquistar autoconfiança“?
Veja as respostas:
Denise Sms
Eu acho que há um limite sutil entre autoconfiança e arrogância.
Para sermos realmente autoconfiantes é preciso muita humildade e muitas horas de vôo.
Duia Teixeira
Na minha humilde opinião …sim.
Só um prepotente pode pensar que é autoconfiante…mas a vida é que nos ensina a autoconfiança…pelo menos para mim foi assim
Mara Candido
Não conheço ninguém autoconfiante o suficiente, sempre teremos dúvidas na vida. Conheço alguns quase sábios que não sabem todas as respostas e tem a humildade suficiente para admitir isto. Eu ainda estou no caminho para a humildade..
Repare que, na pergunta, eu não usei a palavra arrogância. Essa palavra surgiu nas respostas a uma pergunta sobre um método de autoconfiança!
Tendo sido professor, a experiência me ensinou que, quando você pergunta uma coisa e as pessoas respondem outra, você deve redobrar sua atenção porque, certamente, alguma palavra que você usou desencadeou um processo de associação de idéias.
| Quando você pergunta uma coisa e as pessoas respondem outra, redobre a atenção! |
A associação de idéias funciona assim: uma idéia chama outra, que chama uma terceira idéia e, no fim, ninguém se lembra mais do assunto que estava sendo discutido inicialmente!
Assim, podemos desconfiar que, quando algumas pessoas pensam em autoconfiança, a lembrança que vem à cabeça é a imagem de uma pessoa arrogante.
Nada mais longe da verdade. De fato, a arrogância é exatamente o contrário da autoconfiança!
Para entender bem esse ponto, vamos tentar imaginar uma pessoa autoconfiante.
Pense em uma pessoa que acredita na própria capacidade de resolver problemas. Essa pessoa sabe que, seja qual for a situação que a vida lhe apresentar, ela será capaz de agir de forma adequada para superar os problemas e aproveitar as oportunidades de cada situação que surgir. Essa pessoa, da mesma forma que você ou eu, tem medo do desconhecido, do inesperado. Mas em vez de fugir e se esconder, essa pessoa procura se informar sobre o que não sabe. Quando você se informa, o desconhecido se torna conhecido e, portanto, não é mais preciso temê-lo. Por isso, essa pessoa se ocupa em formular estratégias para lidar com a nova situação. Experimenta uma solução, experimenta outra e continua fazendo experiências até acertar. Durante esse processo de experimentação, essa pessoa vai tomando nota tanto do que deu certo quanto do que deu errado. No final das contas, essa pessoa cresceu após o encontro com o desconhecido e o inesperado. Acumulou experiência, aprendeu o que funciona e o que não funciona naquele tipo de situação.
Agora, imagine que essa pessoa é você.
Ao se imaginar na pele dessa pessoa, você se sente “arrogante”? Ou se sente “seguro”?
Repare que a sensação de autoconfiança vem do ato de se informar. Quando você conhece o assunto, não precisa entregar-se a temores irracionais.
O autoconfiante se informa e planeja sua ações.
O arrogante não sabe nem quer saber. |
Eu disse “temores irracionais”. Uma pessoa autoconfiante não é uma pessoa que não tem medo de nada. Ao contrário, é uma pessoa que sabe do que deve ter medo.
E essa é exatamente a diferença entre uma pessoa autoconfiante e uma pessoa arrogante.
Uma pessoa autoconfiante sabe que deve ter medo de beber e dirigir. Uma pessoa arrogante enche a cara de cerveja e briga pelo “direito” de dirigir bêbado.
Uma pessoa autoconfiante sabe que deve tomar cuidados de segurança, como usar luvas, capacete e outros equipamentos de segurança em determinadas situações. Uma pessoa arrogante diz que é “frescura”, e briga pelo “direito” de não usar o equipamento.
Enfim, uma pessoa autoconfiante é guiada pela racionalidade. Ela se informa e aprende.
Já uma pessoa arrogante é guiada pela impulsividade. É uma pessoa que não sabe nem quer saber.
Quando as pessoas não aprendem direito o que precisam saber, ou ficam paralisadas com medo do desconhecido, ou se jogam de cabeça, expondo a si mesmas e a outras pessoas a riscos desnecessários.
No fim das contas, a arrogância é exatamente o contrário da autoconfiança. O arrogante não passa de alguém que resolveu fingir que sabe, em vez de realmente se informar e saber.
Exatamente por esse motivo, um método de autoconfiança também será capaz de ajudar as pessoas que se refugiam na arrogância, desde que elas sejam capazes de admitir que podem se beneficiar dessa ajuda. Porque caminhar rumo à autoconfiança envolve adquirir uma consciência crescente dos limites entre o que você sabe e o que você não sabe e, também, descobrir exatamente a fronteira onde o medo deixa de ser uma forma útil e racional de proteção para se transformar uma casca paralisante.
| Até os arrogantes podem se beneficiar de um método de autoconfiança, desde que admitam que precisam de ajuda. |
O nosso convite é para que você inicie hoje essa jornada, libertando-se da paralisia do medo sem expor-se a riscos desnecessários. Acompanhe as atualizações deste site – basta preencher o formulário abaixo – e deixe seus comentários nos nossos artigos, para que eu possa ajudar a você e a milhares de pessoas que, como você, têm um imenso potencial a realizar e que precisam apenas de uma injeção de autoconfiança para viver a vida plena e feliz que tanto desejam e merecem.
Um abraço confiante,
Alexis Kauffmann
Tags: arrogância, método de autoconfiança