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DINOP: Defenda-se da Influência Negativa de Outras Pessoas

Boa parte de nossos sentimentos vêm da interação com outras pessoas. Assim, quando você começa a se esforçar para mudar sua vida para melhor, a primeira coisa que você precisa aprender é extrair o melhor possível de cada pessoa que está à sua volta.

Esse objetivo pode ser desafiante, porque muitas pessoas estão treinadas para manter suas mentes em uma sintonia de pensamentos e sentimentos negativos. Você conhece o tipo. Você diz “que lindo dia”, a pessoa responde “está um calor horrível”. Se você diz “que manhã fresquinha”, a pessoa responde “que dia nublado horroroso”.

Para essas pessoas, nada nunca está completamente bem. Elas treinaram suas mentes para ver sempre o lado negativo das coisas, tudo é passível de crítica. Qualquer que seja o assunto da conversa, essas pessoas sempre encontram um jeito de desviá-lo para suas queixas, críticas, condenações. Se você permitir, essas pessoas serão capazes de arruinar o seu dia.

A boa notícia é que existe uma técnica para lidar com essas pessoas. Chamamos essa técnica de “DINOP – Defenda-se da Influência Negativa de Outras Pessoas”. Essa técnica permitirá que você proteja os resultados de seus esforços para melhorar sua própria vida, ao mesmo tempo em que oferece a você a oportunidade de influenciar positivamente essas pessoas.

Você se defende do mal ao mesmo tempo em que faz o bem!

A técnica DINOP requer que você esteja ligado na sintonia dos bons sentimentos e com suas antenas bem alertas para qualquer início de conversa com tom mais negativista. Essa técnica se desenvolve em passos gradativos, conforme a seriedade da situação e a insistência da pessoa.

1. Assim que a pessoa começar a falar algo com tom negativo, INTERROMPA. Não tenha medo de parecer “descortês” ou “mal educado”, já que o cúmulo da falta de cortesia é justamente despejar negativismo em cima dos outros! Assim, exercite sua autoconfiança e corte a conversa negativa, desviando o assunto para algo positivo. Uma boa maneira de fazer isso é fazer uma pergunta sobre algo que a pessoa gosta. Por exemplo, se você sabe que a pessoa gosta de carros, fale sobre um carro novo que você viu numa revista ou chame a atenção da pessoa para um carro que esteja passando na rua.

2. Algumas pessoas são muito insistentes e voltam ao assunto anterior logo em seguida. Outras pessoas são criativas e dão um jeito de encontrar uma abordagem negativa até em um assunto com tom predominantemente positivo. A solução? Interrompa novamente e busque um novo assunto positivo. A esmagadora maioria das pessoas entenderá o recado e mudará de assunto ou deixará você em paz.

3. Digamos que você está diante de um “chato de galochas”, que não desiste nunca. Você percebe que a mente da pessoa está em “loop”, girando sempre em torno dos mesmos assuntos não importando o que você diga ou faça. A solução? Fuja! Aprenda a ter sempre um “compromisso inadiável” para essas situações, consiga algum motivo para ficar subitamente “com muita pressa” e saia da frente dessa pessoa!

É bom esclarecer que a técnica DINOP para fugir de um “chato” acontece em dois tempos: (a) diga algo positivo: “Tenho certeza de que você é inteligente o bastante para superar esse problema” e (b) Despeça-se imediatamente ANTES que a pessoa tenha chance de retrucar: “Bem, agora tenho um compromisso inadiável e já estou atrasado, foi bom falar com você, um abraço na sua família, tchau”. Diga isso já apertando o passo para sumir da frente da pessoa. Não permita que a pessoa pare você para falar de outra coisa. Continue sorrindo e andando com firmeza rumo à saída. Se necessário, diga que está muito atrasado e comece a correr!

Uma vez tendo optado pela fuga, não desista! Se necessário, pegue um táxi ou um ônibus, salte duas esquinas adiante e volte para onde estava a pé. Permaneça firme em sua determinação de não permitir que a pessoa negativista arruine seu dia!

4. As técnicas acima vão funcionar 99 em cada 100 vezes, mas nenhum método é completo a menos que preveja todas as situações possíveis. Assim, vamos imaginar que você já tentou de tudo, mas o “chato” que grudou no seu pé é do tipo mais insistente. Por exemplo, você começa a caminhar rápido e ele acelera o passo para continuar atrás de você, ou você pega o ônibus e ele sobe junto. Neste ponto, você está inteiramente justificado se for absolutamente sincero, usando sua autoconfiança para dizer-lhe “na lata”: “Olha, Fulano, estou me esforçando muito para me sentir bem, mas esse seu papo negativo está fazendo com que eu me sinta mal. Então, por favor, me dê licença que eu quero ficar sozinho”. Nenhuma pessoa com o mínimo de educação e consideração pelas outras pessoas deixará de sair de perto de você após um pedido tão sincero e direto.

É preciso insistir aqui que você dificilmente precisará chegar ao nível 4 da técnica DINOP. Muito provavelmente, você precisará fazer isso apenas uma vez em toda a sua vida. Ainda assim, é importantíssimo ensaiar mentalmente a situação. Ao fazer isso, você enviará um recado ao seu cérebro: “Eu não quero pensamentos negativos e estou disposto a tudo para evitá-los”. Toda vez que você entrar em ação em sua vida cotidiana e usar a técnica DINOP, você também estará enviando o mesmo recado ao seu cérebro!

Ao aprender a defender-se da influência negativa de outras pessoas e praticar diariamente essa autodefesa, você estará, na verdade, aprendendo a defender-se de seus próprios sentimentos negativos e alimentando, assim, os sentimentos certos para atingir a vida mais plena e autoconfiante que você tanto deseja.

Por outro lado, você também estará fazendo o bem às outras pessoas ao usar a técnica DINOP. Cada vez que você interromper um assunto negativo, você estará enviando um recado ao cérebro da outra pessoa: “Pensamentos negativos são chatos e devem ser interrompidos – pense em algo positivo para dizer”. A esmagadora maioria das pessoas entende esse recado com apenas uma ou duas interrupções e, ao aceitar sua proposta de falar de um assunto positivo, elas mudam a própria sintonia mental e começam a se sentir melhor. É por isso que dizemos que, ao usar a técnica DINOP, você faz o bem aos outros enquanto faz o bem a si mesmo.

Comece hoje mesmo a exercitar sua autoconfiança aplicando a técnica DINOP e fique à vontade para contar quais foram os resultados. Você pode deixar um comentário neste artigo (clicando AQUI) ou entrar em contato enviando um e-mail através do formulário na coluna ao lado (clicando AQUI). E lembre-se de assinar as atualizações deste blog, basta preencher o seu e-mail no formulário logo abaixo (clicando AQUI).

Um grande e confiante abraço,

Alexis Kauffmann

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Quem está em busca de autoconfiança, na verdade está procurando algo ainda maior: a capacidade de controlar os rumos da própria vida. Por isso, no momento em que estamos começando a colocar em prática um método para conquistar mais autoconfiança, precisamos entrar em acordo com relação à ideia de controlar a própria vida.

Para começar, o que é “controlar”? Neste artigo, estou usando a palavra controle no sentido de uma atividade que se desenvolve em quatro passos: (1) decidir o que quer (2) agir para concretizar a decisão (3) verificar os resultados (4) reforçar o que está dando certo e corrigir o que está dando errado.

Michael, meu filho de 1 e ano e meio, pela primeira vez assumindo o controle dos altos e baixo de uma gangorra. Repare na expressão de felicidade e orgulho.

Michael, meu filho de 1 e ano e meio, pela primeira vez assumindo o controle dos altos e baixo de uma gangorra. Note a expressão de felicidade e orgulho.

Por exemplo, há algumas semanas, notei que estava encontrando dificuldades em me fazer entender nas conversas de trabalho. Parecia que, quanto mais eu me esforçava para explicar o que queria dizer, menos as pessoas entendiam o que eu dizia. Assim, formulei o passo 1 (“decidir o que quer”) em termos de “melhorar minha comunicação no local de trabalho”.

Observando e perguntando às pessoas, descobri que uma importante causa de minha dificuldade de comunicação era, justamente, o excesso de explicações. Na ânsia de fornecer todos os detalhes sobre o assunto, eu acabava confundindo e cansando o interlocutor. Assim, o passo 2 – “agir para concretizar a decisão” – envolveu três compromissos: (a) esforçar-me para sempre entrar direto no assunto, (b) usar frases mais curtas e vocabulário mais simples, (c) dar exemplos práticos em vez de falar demais sobre ideias abstratas.

O passo 3, “verificar os resultados” consistiu em duas etapas: (a) observar minha própria disciplina na aplicação prática das decisões do passo 2 e (b) observar a reação das pessoas à aplicação das novas técnicas de conversação.

Finalmente, no passo 4, “reforçar o que está dando certo”, percebi que o uso de exemplos práticos era o que faltava em minhas conversas sobre trabalho, por isso, comecei a organizar uma “coleção de exemplos” que possam vir a ser úteis durante uma conversação. Já quanto a “corrigir o que está dando errado”, percebi que ainda estou começando muitas conversas usando o método antigo, por isso tenho espalhado lembretes em diversos lugares para me lembrar de usar esse novo modo de conversar.

A partir desse exemplo fica claro que assumir o “controle” de sua vida é decidir o que quer, agir para conseguir, verificar os resultados, reforçar o que está dando certo e corrigir o que está dando errado. É assim que as empresas de sucesso e os órgãos governamentais eficientes são administrados. Quando uma empresa quebra ou o governo falha, pode estar certo de que a causa foi a falha de algum “controle” no sentido que apresentamos neste artigo.

Neste aspecto específico, o que vale para as empresas vale para as pessoas também. As pessoas de maior sucesso são notáveis pela sua capacidade de controlar sua própria vida, por definir o que desejam e partir em direção ao objetivo.

Vamos colocar as mãos à obra? Pegue uma folha de papel ou abra aquele editor de textos e coloque o título “Viver com controle”. Divida o espaço da página em duas colunas. Em um dos lados, escreva “Vantagens”, na outra coluna, escreva a palavra “Desvantagens”. Em seguida, faça uma lista, tão completa quanto você puder se lembrar, de todas as vantagens de controlar melhor a sua vida. Em seguida, liste também todas as desvantagens de que você puder se lembrar.

Uma vez pronta a tarefa, compare as listas. Veja o que você ganha e o que você perde e repare como, normalmente, aquilo que você vê como uma “desvantagem” de uma vida com maior controle é apenas um pequeno preço a pagar por uma vantagem ainda maior.

Por exemplo, se você decide definir um horário diário para estudar, você estará abrindo mão de um horário em que você poderia passar sem fazer esforço. Por outro lado, você também estará se poupando de estresse desnecessário na véspera das provas. Além disso, você conseguirá aproveitar melhor seus momentos de lazer porque não ficará preocupado com seu desempenho nas provas durante o horário em que deveria estar descansando.

Falando pela minha própria experiência, uma das maiores vantagens do controle é que começamos a colecionar vitórias diariamente. O controle permite que nos libertemos da “sorte” e comecemos a aprender a usar nossa inteligência, competência e talentos para conquistar aquilo que desejamos.

Mais uma vez, guarde sua lista e consulte-a todos os dias. Ela servirá como um importante fator de motivação para que você se lembre porque vale a pena o esforço de “agarrar o volante” de sua vida e decidir para onde você quer ir.

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Claro, eu também gostaria muitíssimo de conhecer sua lista de vantagens e desvantagens de uma vida com maior controle. Sinta-se confiante para publicá-la aqui usando o formulário de comentários ou fique à vontade para enviá-la a meu e-mail usando o formulário de contato na coluna ao lado.

Exemplos práticos são sempre úteis para todos nós e sempre nos ajudam a melhorar nossa comunicação!

Um grande e confiante abraço,

Alexis Kauffmann

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Se você observar detidamente as correntes téoricas e terapêuticas em Psicologia, chegará à conclusão de que a diferença fundamental entre todas elas está na ênfase em que cada uma confere a um dos elementos deste segundo tripé.

A psicanálise dirige sua intervenção ao pensamento. A corrente comportamental, à ação. As terapias alternativas e introspectivas, ao sentimento.

Em última análise, o objetivo de todas elas é agir sobre o terceiro pé: o sentimento. As pessoas chegam aos consultórios de terapias sentindo-se mal, movidas pelo desejo de sentir-se bem.

O método para intervir sobre os sentimentos varia. Há muita discussão sobre qual é o “melhor” método, o mais eficaz, mas nem sempre essa discussão é coloca em primeiro plano o bem-estar do paciente. Há muita rivalidade teórica que é mais facilmente explicada e entendida no contexto da competição econômica – cada paciente de psicanálise a mais é um paciente de terapia comportamental a menos, e vice-versa – do que da discussão séria do fato científico.

Não ganho nada de ninguém com este blog. Sequer adicionei aqueles anúncios, tão freqüentes na blogosfera. Portanto, não posso ser acusado de privilegiar isso ou aquilo em detrimento de seus interesses… Porque não o farei!

O meu ponto-de-vista é o de que cada corrente teórica em psicologia, incluindo as rivalidades internas a cada corrente (psicanalistas freudianos não suportam os junguianos), enxergou um pedaço da realidade. Como naquela célebre história dos filósofos cegos que apalparam partes diferentes de um elefante e discutiam se o objeto apalpado era uma cobra, um tronco ou uma pedra, assim fizeram, e ainda fazem, os psicólogos em sua busca pelo entendimento da psique humana.

De fato, não se pode separar os seus sentimentos de seus pensamentos e ações. Se você quer mudar um deles, precisa intervir sobre os três.

Veja o caso do paciente depressivo. Ele se sente triste, portanto, seus pensamentos são tristes, portanto, seu comportamento é triste, portanto, ele se sente mais triste ainda, num ciclo vicioso que precisa ser detido para não piorar indefinidamente.

Tanto faz, no caso, o que veio primeiro: se foi a ação, o pensamento ou sentimento. O resultado final, independentemente da seqüência, é um bloco psíquico de ação-sentimento-pensamento.

Isso a que chamamos “bloco psíquico” explica a dificuldade das terapias para lidar com todos os perfis de pacientes. Algumas pessoas, respondem melhor a um tipo de intervenção do que outras e é nesse momento que todo chauvinismo teórico se torna nocivo ao paciente.

Portanto, você precisa se perguntar, em sua busca pela auto-confiança, o que precisa fazer em cada uma dessas esferas do segundo tripé. Mudar os pensamentos é essencial, mas não o suficiente. Você precisa agir em coerência com eses novos pensamentos. Ao fazê-lo, você desafiará sentimentos ancestrais, que emergirão sob a forma de angústia, ansiedade, medo, tentando evitar a mudança de hábitos, a mudança na rotina de seu segundo tripé.

Assim, permito-me recomendar uma abordagem gradativa. Tente modificar apenas uma coisa de cada vez. Talvez você precise se obrigar a sorrir e a olhar nos rostos das pessoas quando conversar com elas. Na primeira etapa, experimente apenas a olhar para os rostos, por exemplo. Repare nos sentimentos emergentes e não os ignore. Deixe que eles fluam livremente. Caso a ansiedade fique muito forte, descanse – digamos, abaixe os olhos, caso seu objetivo seja educar seu olhar. Em vez de condenar-se pelo seu “fracasso”, pense que você conseguiu hoje por 5 segundos o que ontem achava tão difícil. Amanhã conseguirá olhar para o rosto do seu interlocutor por 10 segundos em vez de apenas 5. Em três semanas, já terá adquirido um novo hábito e você terá mudado o bloco por inteiro. Passe então ao segundo objetivo: sorrir.

De meta em meta, usando o método gradativo você progredirá mais em seis meses do que nos seis anos anteriores. Se tiver ajuda profissional para determinar as metas a perseguir e avaliar seus progressos, tanto melhor. Se não, poderá ajudar-se muito e conquistará o primeiro grau na escada da autoconfiança: você vai começar a acreditar – porque terá visto o resultado prático – na própria capacidade de mudar para melhor e sentir-se realmente autoconfiante.

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