Posted by Alexis Kauffmann on Aug 10, 2009 in
Autoconfiança
Afinal, o que é autoconfiança? Se você conquistar a autoconfiança será que você se tornará arrogante?

Ele acha que sabe mexer no computador... Será que isso é autconfiança de verdade? - Nesta foto: Michael Hellmann por Alexis Kauffmann - Todos os direitos reservados
Essa é uma confusão muito comum. Publiquei ontem em meu perfil no Facebook, uma pergunta muito simples: “É possível aprender a ser mais autoconfiante? É possível falar em um método para conquistar autoconfiança“?
Veja as respostas:
Denise Sms
Eu acho que há um limite sutil entre autoconfiança e arrogância.
Para sermos realmente autoconfiantes é preciso muita humildade e muitas horas de vôo.
Duia Teixeira
Na minha humilde opinião …sim.
Só um prepotente pode pensar que é autoconfiante…mas a vida é que nos ensina a autoconfiança…pelo menos para mim foi assim
Mara Candido
Não conheço ninguém autoconfiante o suficiente, sempre teremos dúvidas na vida. Conheço alguns quase sábios que não sabem todas as respostas e tem a humildade suficiente para admitir isto. Eu ainda estou no caminho para a humildade..
Repare que, na pergunta, eu não usei a palavra arrogância. Essa palavra surgiu nas respostas a uma pergunta sobre um método de autoconfiança!
Tendo sido professor, a experiência me ensinou que, quando você pergunta uma coisa e as pessoas respondem outra, você deve redobrar sua atenção porque, certamente, alguma palavra que você usou desencadeou um processo de associação de idéias.
| Quando você pergunta uma coisa e as pessoas respondem outra, redobre a atenção! |
A associação de idéias funciona assim: uma idéia chama outra, que chama uma terceira idéia e, no fim, ninguém se lembra mais do assunto que estava sendo discutido inicialmente!
Assim, podemos desconfiar que, quando algumas pessoas pensam em autoconfiança, a lembrança que vem à cabeça é a imagem de uma pessoa arrogante.
Nada mais longe da verdade. De fato, a arrogância é exatamente o contrário da autoconfiança!
Para entender bem esse ponto, vamos tentar imaginar uma pessoa autoconfiante.
Pense em uma pessoa que acredita na própria capacidade de resolver problemas. Essa pessoa sabe que, seja qual for a situação que a vida lhe apresentar, ela será capaz de agir de forma adequada para superar os problemas e aproveitar as oportunidades de cada situação que surgir. Essa pessoa, da mesma forma que você ou eu, tem medo do desconhecido, do inesperado. Mas em vez de fugir e se esconder, essa pessoa procura se informar sobre o que não sabe. Quando você se informa, o desconhecido se torna conhecido e, portanto, não é mais preciso temê-lo. Por isso, essa pessoa se ocupa em formular estratégias para lidar com a nova situação. Experimenta uma solução, experimenta outra e continua fazendo experiências até acertar. Durante esse processo de experimentação, essa pessoa vai tomando nota tanto do que deu certo quanto do que deu errado. No final das contas, essa pessoa cresceu após o encontro com o desconhecido e o inesperado. Acumulou experiência, aprendeu o que funciona e o que não funciona naquele tipo de situação.
Agora, imagine que essa pessoa é você.
Ao se imaginar na pele dessa pessoa, você se sente “arrogante”? Ou se sente “seguro”?
Repare que a sensação de autoconfiança vem do ato de se informar. Quando você conhece o assunto, não precisa entregar-se a temores irracionais.
O autoconfiante se informa e planeja sua ações.
O arrogante não sabe nem quer saber. |
Eu disse “temores irracionais”. Uma pessoa autoconfiante não é uma pessoa que não tem medo de nada. Ao contrário, é uma pessoa que sabe do que deve ter medo.
E essa é exatamente a diferença entre uma pessoa autoconfiante e uma pessoa arrogante.
Uma pessoa autoconfiante sabe que deve ter medo de beber e dirigir. Uma pessoa arrogante enche a cara de cerveja e briga pelo “direito” de dirigir bêbado.
Uma pessoa autoconfiante sabe que deve tomar cuidados de segurança, como usar luvas, capacete e outros equipamentos de segurança em determinadas situações. Uma pessoa arrogante diz que é “frescura”, e briga pelo “direito” de não usar o equipamento.
Enfim, uma pessoa autoconfiante é guiada pela racionalidade. Ela se informa e aprende.
Já uma pessoa arrogante é guiada pela impulsividade. É uma pessoa que não sabe nem quer saber.
Quando as pessoas não aprendem direito o que precisam saber, ou ficam paralisadas com medo do desconhecido, ou se jogam de cabeça, expondo a si mesmas e a outras pessoas a riscos desnecessários.
No fim das contas, a arrogância é exatamente o contrário da autoconfiança. O arrogante não passa de alguém que resolveu fingir que sabe, em vez de realmente se informar e saber.
Exatamente por esse motivo, um método de autoconfiança também será capaz de ajudar as pessoas que se refugiam na arrogância, desde que elas sejam capazes de admitir que podem se beneficiar dessa ajuda. Porque caminhar rumo à autoconfiança envolve adquirir uma consciência crescente dos limites entre o que você sabe e o que você não sabe e, também, descobrir exatamente a fronteira onde o medo deixa de ser uma forma útil e racional de proteção para se transformar uma casca paralisante.
| Até os arrogantes podem se beneficiar de um método de autoconfiança, desde que admitam que precisam de ajuda. |
O nosso convite é para que você inicie hoje essa jornada, libertando-se da paralisia do medo sem expor-se a riscos desnecessários. Acompanhe as atualizações deste site – basta preencher o formulário abaixo – e deixe seus comentários nos nossos artigos, para que eu possa ajudar a você e a milhares de pessoas que, como você, têm um imenso potencial a realizar e que precisam apenas de uma injeção de autoconfiança para viver a vida plena e feliz que tanto desejam e merecem.
Um abraço confiante,
Alexis Kauffmann
Tags: arrogância, método de autoconfiança
Posted by Alexis Kauffmann on Aug 7, 2009 in
Método
Se você aprendeu um método para ser inseguro, pode aprender um método para autoconfiança
Esteja certo de que, sim, é possível aprender a ser mais autoconfiante. Esse é o estado natural do ser humano. Nós confiamos que a mamadeira vai chegar na hora certa, confiamos que vamos conseguir andar, confiamos que vamos participar da brincadeira e que será muito divertido.
Na verdade, o que parece realmente incrível quando observamos as crianças pequenas é entender como foi possível que tantas delas aprendessem a perder a confiança em si mesmas.

As crianças sempre olham confiantes para o futuro – Nesta foto: Michael Hellmann – foto por Alexis Kauffmann – todos os direitos reservados
De fato é preciso muito treinamento para chegar a esse ponto. Ao longo de toda a infância, os adultos vão contaminando as crianças com seus medos, ensinando por meio de castigos e incentivos as crianças a não confiarem em si mesmas.
Toda criança sabe o que quer ser quando crescer. Já um adolescente, tem que fazer um teste vocacional para descobrir.
O fato incontestável é que os adultos inseguros foram intensamente treinados para se tornar assim.
Se você se sente inseguro, você precisa entender que a sua insegurança é resultado direto da aplicação de um muito eficiente “método de insegurança”. É um longo aprendizado que envolve muitas vezes a família, as escolas e a mídia.
A autoconfiança é o estado natural do ser humano.
É preciso muito treinamento para perdê-la |
Veja um exemplo. Qual é o pai que não tem medo de que alguém faça mal a seu filho? É um medo natural. Vemos tantas as notícias na TV que mostram casos horríveis e…
Então, os pais resumem seus medos para os filhos, martelando-lhes nas pobres cabecinhas: “Não fale com estranhos”. Ensinam, treinam, ameaçam, em alguns casos batem nas crianças para forçar a obediência à lei: “não fale com estranhos”.
Será surpresa se essa criança não conseguir fazer amigos na vida adulta?
Afinal, todo amigo um dia foi um estranho.
Quem não fala com estranhos, não faz amigos!
Um método de autoconfiança que age em várias frentes ao mesmo tempo
A boa notícia é que, se você conseguiu desempenhar a dificílima tarefa de se tornar inseguro, você pode sim, com muito maior facilidade, libertar novamente dentro de você a criança feliz e autoconfiante que você foi um dia.
Lembre-se: o segredo é o DOMASP.
Disciplina, Objetivo, Método.
Ação, Sentimento, Pensamento.
Foi necessário disciplinar suas ações, pensamentos e sentimentos seguindo uma rigorosa metodologia durante muitos anos para atingir o objetivo de torná-lo um ser humano inseguro.
| Para reaprender a autoconfiança, você precisa de um método simples, que mostre resultados já no primeiro dia |
Agora, é preciso reaprender a ser seguro. É preciso reaprender a autoconfiança. É preciso disciplinar suas ações, pensamentos e sentimentos, seguindo uma inteligente metodologia para atingir o objetivo de torná-lo um ser humano seguro novamente.
Esse é um objetivo que você pode atingir em muito menos tempo. Porque existe uma parte em você que ainda se lembra de como era a sensação de segurança, de esperança, de alegria e confiança em si mesmo, de total confiança na sua capacidade de realizar, aprender e conquistar.
Você só precisa de um método que possa aplicar disciplinadamente para atingir esse objetivo.
Um método para conquistar a autoconfiança precisa ser simples
Mas, que tipo de método?
Não pode ser um método complicado. O método que foi usado para fazê-lo perder sua confiança foi, na verdade, muito simples. Ninguém escreveu teses de doutorado sobre como atingir esse objetivo, ninguém leu manuais ou freqüentou bancos de universidade para desenvolver os métodos de construção da insegurança.
Ninguém diz frases enroladas com palavras compridas em latim ou grego quando o objetivo é minar a autoconfiança.
Bastaram frases curtas com três ou quatro palavras: “Não fale com estranhos”.
Aliás, a crença de que a solução de todos os problemas humanos tem que necessariamente ser complicada, demorada e difícil, é parte integrante do método utilizado para formar de adultos inseguros.
| O método empregado para torná-lo inseguro foi simples. O método para recuperar sua autoconfiança também precisa ser simples. |
Você aprende a esperar a dificuldade, a demora. Aprende a adiar a realização dos seus desejos e de suas maiores aspirações.
Aprende a ficar sentado na sala de aulas, aprende a aguardar pacientemente calado na sala de espera enquanto os dias, os meses e os anos passam sem que você observe nenhum progresso.
“É complicado”, dizem a você, “é preciso esperar mais um pouco”.
Digam o que quiserem, mas a vida é sua. Cada dia que passa sem que você observe um progresso é um dia a menos sem viver plenamente o seu potencial de felicidade e realização.
Um método de autoconfiança precisa mostrar resultados já no primeiro dia e em todos os dias a partir daí
Por isso, você precisa de um método capaz de melhorar sua autoconfiança já no primeiro dia em que você o aplicar. Você precisa de um método que produza resultados visíveis a cada dia, ainda que sejam pequenos resultados.
Um pequeno progresso por dia durante um mês é um progresso admirável.
Um pequeno progresso por dia durante três meses já faz com que todos à sua volta admirem sua transformação.
Um pequeno progresso por dia durante seis meses fará com que as pessoas que não o viram durante esse período não consigam mais reconhecer em você aquela pessoa insegura que conheciam.
Um pequeno progresso por dia durante um ano fará com que você mesmo não consiga se lembrar como era a sua vida antes de começar a aplicar o método para conseguir mais autoconfiança, buscando ativamente o auto-aperfeiçoamento.
| Cada dia investido na busca de mais autoconfiança é mais um dia que você viveu intensamente |
Um histórico de um ano de progressos é uma conquista que se faz a cada dia, um dia de cada vez.
Quando você busca ativamente o auto-aperfeiçoamento, seguindo um método inteligente que focaliza a conquista de progressos um dia de cada vez, você vive cada dia muito mais intensamente. Após um ano, você olha para trás e sorri, com a sensação de que cada dia vivido representou um passo na direção da sua vitória.
Comece a agir hoje para conquistar mais autoconfiança
Mas é preciso começar a agir. Hoje. Conquistar hoje o progresso de hoje, deixando totalmente de lado a ansiedade pelo progresso de amanhã.
Estamos aqui para ajudá-lo a dar esse passo. Dentro dos próximos dias, disponibilizaremos neste site um método que você pode começar a usar imediatamente, para observar no mesmo dia o seu primeiro progresso.
No método que desenvolvemos, você só precisará tomar a iniciativa de agir. Caberá a você fazer o primeiro movimento.
| Você precisa dar o primeiro passo e confiar que receberá todo o apoio de que necessita |
Após o primeiro movimento, vamos ajudá-lo em cada passo. Nós previmos os obstáculos mais comuns, as dificuldades mais freqüentes, e desenvolvemos métodos para lidar com eles.
Quando nosso método estiver disponível, dentro de apenas alguns dias, você terá a possibilidade de obter apoio, tirar dúvidas, fazer perguntas, obter uma orientação personalizada na aplicação, tendo à disposição todos os esclarecimentos necessários para iniciar o seu próprio ciclo virtuoso de conquistas e vitórias.
Você terá também a oportunidade de ajudar outras pessoas como você, contando seus progressos, fornecendo dicas, macetes, soluções, fornecendo seus depoimentos e contribuindo com suas experiências para que cada vez mais pessoas comecem a trilhar o caminho positivo da autoconfiança e do desenvolvimento pessoal.
Comece agora a agir, assinando as atualizações deste site
Aguarde mais notícias para os próximos dias. Estamos trabalhando intensamente para dar os últimos retoques no nosso método de autoconfiança e colocá-lo à sua disposição neste site.
| Um método de autoconfiança pode ser tão simples quanto seguir as instruções para receber as atualizações deste site |
É fácil acompanhar nossas atualizações:
1 – Digite seu e-mail no formulário abaixo e clique no botão “Sim, quero receber atualizações deste site”.
2 – Uma janela pop-up será aberta em seu navegador pedindo que você digite algumas letras ou números. O objetivo é evitar a ação de spammers.
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Caso ainda assim permaneça alguma dúvida, basta escrever para o e-mail leh@gehspace.com e nós incluiremos seu endereço na nossa lista de notificação de atualizações.
Um grande e confiante abraço,
Alexis Kauffmann
Tags: domasp
Posted by Alexis Kauffmann on Jan 25, 2009 in
Sentimento
Sentimentos não podem ser exatamente controlados. Pelo menos, não na minha experiência.
Admito que esse é um assunto de que só podemos falar por nossa própria experiência. Sentimentos são o que você tem de mais pessoal e intransferível em sua vida, mais até do que os seus pensamentos.
Os pensamentos, você pode escrevê-los, dizê-los em voz alta, gritá-los e chorá-los.
Mas o sentir? Ou você sente, ou não sente. Ninguém é capaz de dizer com certeza o que se passa no peito dos outros.
Falávamos sobre o “controle”. Até onde vai minha experiência de vida, nunca pude dizer que “controlei” o que sentia ou o que deixava de sentir.
Raiva, amor, tranqüilidade, indiferença, ansiedade, tristeza, alegria, excitação, desânimo, tudo isso parece ter vontade própria, surgindo e desaparecendo conforme uma espécie de cronograma oculto que pode ou não ter relação com as coisas que acontecem à sua volta.
Falando de minha experiência com depressão, lembro-me que uma grande dificuldade era fazer os outros entenderem como eu poderia estar me sentindo triste “sem motivo”.
O motivo da depressão é a própria depressão. A depressão é um conjunto de sentimentos de tristeza e desânimo que soterram uma pessoa, sem que seja possível encontrar um acontecimento externo que os justifique.
O que estou prestes a dizer aqui é que você pode não ter controle algum sobre como os sentimentos surgem, mas não tenho dúvida de que você é diretamente responsável pela intensidade e pela duração desses sentimentos.
Um sentimento é um gato que salta no seu colo. Você pode aninhá-lo e afagá-lo, ou pode deixá-lo ir.
Tendo muita experiência com gatos de estimação, posso dizer que não é fácil expulsar um gato de um local onde ele decidiu dormir. Gatos ficam ranzinzas quando têm seu sono incomodado. Mordem, arranham, resmungam, brigam.
Quando você tem uma irrupção de um sentimento negativo, é como se um gato indesejável e agressivo saltasse no seu colo. Ele crava as unhas em sua perna, morde suas mãos, faz de tudo para subjugá-lo à sua vontade.
O que você, eu, todo mundo faz quando isso acontece? Remoemos o sentimento negativo.
“Remoer” é alimentar o sentimento com pensamentos.
Quanto mais você produz pensamentos na sintonia do sentimento, mais o sentimento cresce.
Se algo o deixa com raiva de uma pessoa, você pensa no quanto essa pessoa foi ruim para você. Pensa na ingratidão, relembra acontecimentos anteriores já há muito esquecidos e, pelo menos em tese, já perdoados. Você maquina vinganças. Imagina a outra pessoa em má situação. Revive mágoas e disserta sobre o caso, procurando uma justificativa “racional” para sua raiva. Quando sua imaginação se esgota, você telefona para amigos e desfia seu rosário de queixas, ávido que eles digam que você tem razão. Se um desses amigos tenta acalmá-lo, você fica com ainda mais raiva.
E assim por diante. Você conhece a rotina. A questão é perguntar exatamente o que você ganha ao fazer isso.
Gostaria de dizer que não ganha nada. Mas não é verdade. Ganha sim.
O que você ganha é, apenas e simplesmente, o prolongamento indefinido do sentimento.
É isso que você, eu e todo mundo morbidamente fazemos.
Sentimentos são sinal de saúde e vida. Uma pessoa incapaz de sentimentos, sejam eles positivos ou negativos, tem um sério problema de saúde. Os sentimentos lembram-nos de que estamos vivos e que somos capazes de desfrutar a vida.
Assim, todos nós gostamos de sentir. Estou certo de que todos nós, se pudermos escolher, vamos preferir sentir alegria em vez de tristeza.
Mas se a opção for por sentir nada, a maioria de nós vai preferir um sentimento negativo à anestesia emocional.
Um outro aspecto dos sentimentos negativos é que, quando eles surgem em conseqüência de um fator externo, de alguma situação difícil ou indesejável, eles nos impelem à ação.
Quando você sente dor, você se afasta do objeto que o machuca. É um movimento de autopreservação.
Assim, os sentimentos negativos só se tornam realmente nocivos quando os alimentamos além do necessário para nos impelir à ação positiva para resolver o problema.
Comecei este artigo dizendo que duvidava ser possível “controlar” os sentimentos. Chegamos agora ao ponto de afirmar algo que é quase o contrário: você pode, sim, controlar o ato de “remoer” sentimentos.
“Remoer” é um comportamento. Uma ação. Uma decisão 100% pessoal.
Mesmo quando em crise depressiva, você pode decidir não remoer os sentimentos negativos que o tomam de assalto. Você pode decidir respirar, pensar em outra coisa, ou pensar em nada.
A única dificuldade é convencê-lo disso. “Remoer” sentimentos pode se transformar num vício tão arraigado que parece “natural”, um ato que você não pode controlar.
O fato é que pode, sim. Basta experimentar. Se você conseguir desviar sua mente dos pensamentos que alimentam o sentimento ruim por 10 segundos, na próxima tentativa conseguirá fazê-lo por 20 segundos. Insista e você rapidamente notará que, se seus sentimentos não melhorarem, eles vão “parar de piorar”.
Para muita gente, “parar de piorar” já é praticamente sinônimo de melhora.
Se você continuar experimentando, verá que os sentimentos ruins terão duração cada vez menor e serão cada vez menos intensos.
Trate os sentimentos ruins como se fossem plantas daninhas. Recuse-se a regá-los com pensamentos e eles secarão.
E você, antes do que pensava possível, voltará a viver com mais alegria e uma sensação “controle” real sobre sua vida.